09 May
Ensaio fotográfico ⎮ Usos da cidade
Lido 933 vezes | Publicado em Novidades | Última modificação em 09-05-2017 19:50:01
 
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No Ensaio Fotográfico a edição nº 28 da Revista e-metropolis, William Soto as diversidades e os conflitos no uso da cidade, sua história, e mais o uso precário de parte dos setores da população. A paisagem urbana é a de Pelotas, no Rio Grande do Sul. A intenção é destacar os trabalhos mais marginais que se incorporam no espaço caótico do urbano; como aqueles trabalhadores que, mesmo com chuva ou sol, aos sábados e domingos ou feriados percorrem as ruas da cidade, coletando latinhas e material reciclável. Pretende-se não só mostrar as tragédias e dramas da cidade, mas também a alegria e a fantasia dos artistas de rua e o uso do espaço urbano para o lazer.

“Faz alguns anos que fotografo Pelotas, cidade onde moro. Tenho percorrido seus lugares, seu centro, sua periferia e, como se diz aqui, o seu ‘interior’. A cidade de Pelotas é fascinante por seus contrastes e história. Seu esplendor de outrora, produto da economia do charque, ainda permanece como resíduo nos seus prédios, nas residências das velhas elites, cópias de castelos europeus; nos seus antigos engenhos e fábricas em ruínas. Muitos destes prédios hoje estão sendo recuperados pela Universidade Federal de Pelotas. Na fotografia com o título Antigo porto, pode se observar o prédio do velho frigorífico Anglo que hoje ocupa a reitoria e vários cursos da UFPEL”, explica William Soto.

Segundo o autor-fotógrafo, alguns monumentos na cidade de Pelotas lembram a Europa, como a torre do mercado central que remete à torre Eiffel, o que mostra talvez certa importação cultural que alguns podem caracterizar de imitação.

“Fiz as fotografias principalmente na cidade de Pelotas, mas também fiz outras, como a do jogador de xadrez, no Uruguai e as dos artistas de rua, em Porto Alegre. Com as fotos que têm o título de ‘Temporalidades’, reflexo multiplicado do relógio da torre do mercado, assim como a foto Janelas do tempo, quis representar as diversas temporalidades do social que coexistem na cidade de Pelotas”, argumenta.

William Héctor Gómez Soto possui graduação em Economia (Universidad Nacional Autónoma de Nicaragua), mestrado em Extensão Rural (Universidade Federal de Santa Maria) e doutorado em Sociologia (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Atualmente é professor associado da Universidade Federal de Pelotas. Realizou estudos de pós-doutoramento em sociologia na Universidade Federal de Rio Grande do Sul. ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )


Veja o ensaio completo “Usos da Cidade” na edição nº 28 da Revista e-metropolis.

 

 



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