Last Updated on Wednesday, 31 August 2011 16:40
Coordenadores: Suzana Pasternak (USP), Luciana Correa do Lago – IPPUR/UFRJ e Luciana Andrade Teixeira PUC-MG.
A hipótese inicial desta linha é que os processos socioespaciais em curso nas metrópoles brasileiras têm enorme importância na compreensão dos mecanismos societários de exclusão e integração, através de seus efeitos sobre a estruturação social, os mecanismos de produção/reprodução de desigualdades e as relações de interação e sociabilidade entre os grupos e classes sociais. Tais processos sócio-espaciais são conceituados nesta linha como diferenciação, segmentação e segregação.
É de supor que os novos fenômenos de diferenciação, segmentação e segregação espaciais, relacionados ao quadro de crise das relações de integração com o mercado de trabalho e ao avanço da modernização cultural, com o conseqüente incentivo ao ethos individualista, interferem significativamente sobre as bases institucionais da manutenção dessa esfera de integração. Dessa forma, altera o “social mix” brasileiro e produz processos de exclusão, cuja manifestação mais visível é a constituição de territórios de grupos desafiliados (CASTEL, 1995) da sociedade e vulnerabilizados quanto às possibilidades de recriar dinâmicas individuais e coletivas de integração. Essa situação se dramatiza, considerada a reversão, ao menos nos 15 últimos anos, de processos virtuosos de mudança, como é o caso das tendências à universalização de alguns setores da política social, notadamente da saúde e da educação, que promovem através do Estado o acesso a certos recursos até então controlados exclusivamente pelos mais ricos e poderosos. Essa promessa de democratização de oportunidades hoje esbarra nas limitações de apropriação real dos grupos sociais em razão dos efeitos anômicos da desestruturação em curso no plano do domicílio e do bairro, que dificultam a reprodução dos laços de reciprocidade historicamente constituídos.
A seguir, apresentamos as sublinhas propostas de acordo com as dimensões identificadas.
II.I Organização social do território das metrópoles - 1980/2010: padrões e evolução
II.II Organização Social do Território e Dinâmicas de Estruturação
II.III Organização social do território das metrópoles e reprodução das desigualdades
II.IV Organização Social do Território e Criminalidade Violenta
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